Seg 13 Nov 2006
ladainha, de mani a sartre
Categoria: Poesia | Por Jorge Rocha
como a religião é um mal necessário,
a política é um bem pervertido.
o comércio, um mal necessário,
a escola, um bem pervertido.
a medicina, um mal necessário,
a arte, um bem pervertido.
o trabalho, um mal necessário,
o prazer, um bem pervertido.
o dever, um mal necessário,
o direito, um bem pervertido.
a necessidade, um mal necessário,
o acaso, um bem pervertido.
o sexo, um mal necessário,
o amor, um bem pervertido.
os filhos, um mal necessário,
os pais, um bem pervertido.
a sociedade, um mal necessário,
a natureza, um bem pervertido.
o erro, um mal necessário,
o acerto, um bem pervertido.
a crença, um mal necessário,
a fé, um bem pervertido.
o limite, um mal necessário.
a liberdade, um bem pervertido.
a certeza, um mal necessário.
a dúvida, um bem pervertido.
a vida, um mal necessário,
a vida, um bem pervertido.
“uma paixão inútil”.
Data do artigo: Segunda-feira, 13 dAmerica/New_York Nov dAmerica/New_York 2006 às 8:40 pm | Categoria : Poesia | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.