Ter 21 Nov 2006
anjos da guarda
Categoria: Poesia | Por Jorge Rocha
que bela invenção, o anjo da guarda!
um guarda-costas, companheiro, aio,
servo perfeito e belo,
ou mais talvez,
um escudeiro forte, constante, mudo,
mas com ouvidos atentos,
reflexos prontos,
olhar de lince
e punhos de lutador,
muito mais que um samurai
ou um capoeira ou um mandarim
ou um peso-pesado boxeador.
como nossa sombra, um ideal de proteção.
como um núncio do senhor dos senhores,
de misteriosa fortuidade,
que conosco não faz barganha,
com quem não há possível barganha…
não há acordo a fazer
entre nosso livre arbítrio
e sua misteriosa e isenta intervenção:
como tudo no universo,
fruto do acaso e da necessidade…
Data do artigo: Terça-feira, 21 dAmerica/New_York Nov dAmerica/New_York 2006 às 12:19 pm | Categoria : Poesia | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.