que bela invenção, o anjo da guarda!
um guarda-costas, companheiro, aio,
servo perfeito e belo,
ou mais talvez,

um escudeiro forte, constante, mudo,
mas com ouvidos atentos,
reflexos prontos,
olhar de lince
e punhos de lutador,
muito mais que um samurai
ou um capoeira ou um mandarim
ou um peso-pesado boxeador.

como nossa sombra, um ideal de proteção.
como um núncio do senhor dos senhores,
de misteriosa fortuidade,
que conosco não faz barganha,
com quem não há possível barganha…
não há acordo a fazer
entre nosso livre arbítrio
e sua misteriosa e isenta intervenção:
como tudo no universo,
fruto do acaso e da necessidade…