Sáb 5 Mai 2007
depois que se passarem
todas as horas,
os dias, os meses, os anos,
depois que se tiver passado o tempo,
o krónos e o kairòs,
perguntar-te-ei o que me resta,
o que nos resta…
e não teremos senão sonhos desvanecidos.
e não teremos senão tênues lembranças
daquilo que um dia
avidamente sorvemos,
sem saborear…
vítimas que fomos da escravidão do dinheiro,
da segurança,
da imagem a preservar!…
21/ago/87
Data do artigo: Sábado, 5 dAmerica/New_York Mai dAmerica/New_York 2007 às 10:05 am | Categoria : Poesia | Deixe um comentário
Deixe um comentário
Efetue o login para escrever um comentário.
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.