da morte, que sei dizer?
talvez seja mesmo uma boa enfermeira, a melhor.
minora todo sofrer,
não há dor que lhe escape, a todas alivia.
não há angústia que permaneça.
e quando a morte é mesmo uma obra do acaso,
mas sobretudo
quando ao acaso se associa o empenho humano,
a liberdade de escolher,
aí então é que a morte é,
a um só tempo,
enfermeira e fármaco.

26.jun.96