Sex 25 Mai 2007
da morte, que sei dizer?
talvez seja mesmo uma boa enfermeira, a melhor.
minora todo sofrer,
não há dor que lhe escape, a todas alivia.
não há angústia que permaneça.
e quando a morte é mesmo uma obra do acaso,
mas sobretudo
quando ao acaso se associa o empenho humano,
a liberdade de escolher,
aí então é que a morte é,
a um só tempo,
enfermeira e fármaco.
26.jun.96
Data do artigo: Sexta-feira, 25 dAmerica/New_York Mai dAmerica/New_York 2007 às 8:43 pm | Categoria : Poesia | Deixe um comentário
Deixe um comentário
Efetue o login para escrever um comentário.
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.