Qua 6 Jun 2007
sede assim: sereno, isento, fiel;
não como o resto dos homens…
[cecília meireles]
minha razão me trai.
a alma pede que eu fique sereno, isento, fiel.
mas a razão ordena que eu me exalte, reaja e critique.
minha alma pede que eu murche e me cale
e que deixe as coisas acontecerem, seguirem seu rumo.
mas a razão ordena que eu interfira, opine, queira mudar o curso da história,
que eu me afirme.
minha alma deseja ser humilde,
mas minha razão é muito vaidosa.
minha alma está mais pra vadinho.
minha razão está mais pra orígenes…
minh’alma é zen
a razão, guerreira
arde minh’alma por uma sutil paz,
mas sou prisioneiro da razão que me trai.
Data do artigo: Quarta-feira, 6 dAmerica/New_York Jun dAmerica/New_York 2007 às 7:14 am | Categoria : Poesia | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.