Agosto 2007


Escute o Prosa & Verso 002

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Músicas tocadas neste programa:
caetano veloso - esse cara
roberto silva – emília
francisco petrônio – malandrinha
leandro e leonardo – entre tapas e beijos
grupo de chula de fedegosos – as 4 muié

Quero fazer minha saudação hoje às donas de casa, cujo trabalho não costuma ser reconhecido e no entanto não acaba nunca, entra dia, sai dia, a mesma coisa.

Marido e filhos, quando chegam em casa, muitas vezes jogam as roupas e sapatos em qualquer lugar.

Querem a comida pronta e quentinha, tudo limpo e em ordem, esquecendo que também devem cooperar.

Será que só trabalho pago tem valor?

Trabalho de dona de casa não é importante?

Trabalha o dia inteiro. E de noite, o que fez?

Diferente do trabalho fora, trabalho pago.

No trabalho pago, a gente vê, no fim do dia, o que foi feito.
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Escute o Prosa & Verso 001

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Músicas tocadas neste programa:
quarteto em cy - pedro pedreiro
zé ramalho - cidadão
beethoven - para elisa
noédson valois - a letra é rê e não erre
luiz gonzaga - abc do sertão, com luiz gonzaga

Pedro Gazo andava ultimamente pelos cantos, calado. A todo mundo que falava com ele, uma resposta bruta, um xingamento. Pedro Gazo tava de saco cheio, tava com ódio de todo mundo. Lá no alojamento, tinha mato crescendo na portada e todos os colegas da construção se revezavam para manter limpa a entrada. Pedro Gazo sempre ajudou também e continuava ajudando, até aquele dia.

Mas andava acabrunhado, caladão, desconfiado, só. Ficava pelos cantos, pensando amargo, a cara franzida, preocupado. Quem sabe com que? Tinha deixado mulher e filhos lá no interior da Bahia, em sua terra que nunca foi sua. Crueira e carne de bode seca ainda davam pra eles irem vivendo, aturando. Mas Pedro Gazo tava longe; Não podia ter luxo de sentir saudade.

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“Vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”.
Disse-lhe Pilatos: “O que é a verdade?”
E, dizendo isto, saiu de novo ao encontro dos judeus… [Jo. 18, 37-38]

              Um mal-estar freqüentemente me ocorre nas relações inter-pessoais. Um mal-estar provocado pela penumbra da desconfiança. Ora, a confiança, que significa lealdade ou fidelidade mútua, comunhão de fé, implica uma transparência recíproca. Desconfia quem mente; desconfia quem não acredita. Como o mundo interior de cada um é insondável, a não ser mediante a devida permissão, o acesso de fora é praticamente impossível. Quando, porém, se vislumbra a possibilidade, surge um outro obstáculo, o obstáculo da linguagem. A linguagem é sempre metafórica e a linguagem verbal o é por excelência. Leia mais…

que saudades das batatas do egito!
das cebolas e dos bifes do egito!
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