Setembro 2007


Escute o Prosa & Verso 006

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Músicas tocadas neste programa:
guilherme arantes, planeta água
chico buarque, gente humilde, de chico buarque
jomarito guimarães, erro, de rodrigo souto

Pra gente continuar
Vivendo a gente tem
Que consumir muitas coisas
Café açúcar xerém
Farinha feijão e roupas
Água e lenha também

Se a gente não consumir
Não pode manter a vida
Pois consumo quer dizer
A casa a roupa a comida
Que toda pessoa usa
Na roça ou na avenida
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Escute o Prosa & Verso 005

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Músicas tocadas neste programa:
dilermando reis – magoado
orlando silva - coqueiro velho
grupo de reis de barra dos negros - como é bom morar na roça
noédson valois - poeta do morro
ari cléber - toda manhã

Segundo está publicado em BAHIA, SINGULAR E PLURAL, o terno de Reis, liderado por Antônio Marcolino dos Santos, conhecido como Antônio da Viola, é um dos grupos musicais populares mais antigos de que se tem conhecimento no interior da Bahia.

É um exemplo de música de artistas negros unidos por uma estreita linhagem familiar, do mesmo modo que o Reis dos Cassimiro de Vão das Palmeiras, em Seabra, o Reis das Devotas de São Sebastião, em Boninal, e a marujada do Prado.

Ao que se recorda Antônio da Viola, os chefes de reisado anteriores foram Ludegário de Jesus, seu bisavô Marcolino Bié de Jesus, o avô, os tios Pedro Olegário e Vital de Jesus, até chegar a seu pai, Alfredo Marcolino de Jesus, de quem herdou a liderança.

No salão onde foi gravada esta cantiga, além dos filhos de Antônio da Viola, um trio de netos de pouca idade já toca o pandeiro e samba com habilidade.

Esse tronco familiar é advindo do antigo quilombo chamado Barra dos Negros. Seus integrantes são lavradores [plantam milho, feijão e mamona]. O grupo orgulha-se de ter sido o preferido do coronel Dias Coelho, o notável estadista negro de Morro do Chapéu.
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Escute o Prosa & Verso 005

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Músicas tocadas neste programa:
dilermando reis – magoado
orlando silva - coqueiro velho
grupo de reis de barra dos negros - como é bom morar na roça
noédson valois - poeta do morro
ari cléber - toda manhã

Quando os alimentos são bem mastigados e completamente misturados com a saliva são engolidos com muito mais facilidade e a digestão se processa de melhor maneira.

O estômago é uma espécie de saco, mas é um saco que contrai e relaxa.

No estômago existem pequeníssimas fábricas de suco gástrico, um caldo amarelado e azedo que é importantíssimo na digestão. Sem esse caldo chamado suco gástrico, a digestão não se faz e os alimentos fermentam e apodrecem aí dentro.

Quando isto acontece, sentimos, entre outras coisas, dores, barriga inchada, mau hálito e vômitos.

É a indigestão, que os médicos chamam dispepsia.

Se os alimentos precisam ser moídos, amassados e misturados com a água da saliva e, no estômago, com o suco gástrico, fica fácil entender que a digestão começa na boca, com a mastigação e a salivação.
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Escute o Prosa & Verso 004

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Músicas tocadas neste programa:
renato teixeira e pena branca - cio da terra
doelmar rocha - terra natal
lucinha lins e os trapalhões - todos juntos
luciano pavarotti - la donna è mobile

Eu vou contar pra vocês
Prestem bastante atenção
Este caso aconteceu
É uma estória verdadeira
Contada de coração
A estória de uma família
Que lutava pelo pão

A mãe era dona Maria
Que na roça trabalhava
Junto com o seu marido
Que na enxada suava
Um dia inteiro de sol
Pra o patrão que mandava

Dona Maria tinha dez filhos
Dez vidas pra sustentar
Dez bocar pra matar fome
Dez pessoas pra alimentar
Dez corpinhos para vestir
Vinte pezinhos pra calçar
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Elas precisam ser tiradas. Nosce te ipsum! Conhecer-se é retirar as máscaras. Muito bem. Uma coisa é eu mesmo retirar minhas máscaras e para isto até ser ajudado por outros. Outra coisa é alguém vir retirar minha máscara, violentamente, humilhantemente, pois as máscaras servem também para nos proteger. As máscaras nos dão mimetismo e cada um tem o direito de escolher tirar ou não suas máscaras.

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Escute o Prosa & Verso 003

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Músicas tocadas neste programa:
geraldo azevedo - saga de severinin
ataulfo alves - caco velho
ramalho - admirável gado novo
chico buarque – terezinha

Zé Mocó é o apelido dele. O nome, acho que ele nem se lembra mais. Também ninguém conhece ele pelo nome. Só por Zé Mocó. Ele passa a semana na cidade, trabalhando na construção civil. A família fica em casa, na roça. A mulher e duas filhinhas. Na cidade, ele fica no alojamento da firma e vai em casa de domingo em domingo. Pra trabalhar de carteira assinada, ele tem de ganhar uma diária menor do que normalmente ganharia se trabalhasse por conta própria. Acorda de madrugada, come na obra, vai dormir tarde.

Antes de ir pra casa, passa na venda de seu Justino e toma uma pra dar sono, pra alegrar um bocadinho esta vida dos diabos, pra esquecer um pouco a cara do miserável do encarregado, que está perseguindo ele na obra.
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Escute o Prosa & Verso 003

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Músicas tocadas neste programa:
geraldo azevedo - saga de severinin
ataulfo alves - caco velho
ramalho - admirável gado novo
chico buarque – terezinha

Considero que uma das piores doenças é o preconceito.

Embora não possa ser reconhecida propriamente como uma doença, é como se fosse uma doença destrutiva.

O mais grave é que o preconceito tanto destrói a gente mesmo, como destrói os outros, porque o preconceituoso não é uma pessoa com paz de espírito.

Aqui vai um pouco de curiosidade, para ajudar a superar nossos preconceitos, pois uma pessoa pode ser excelente para umas coisas e péssima para outras:

Um bom policial pode ser um marido ruim

Um trabalhador ineficiente pode ser um bom pai

Um devoto religioso na igreja pode ser um ganancioso usurário na vida profissional

Um bom e pacato pai de família pode ser um torturador e até um estuprador

São as contradições da vida. Sem defeito, só os anjos, enquanto não se tornam demônios…

Vamos lutar contra os nossos preconceitos!
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[de uma poesia de Arlington]

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