Qua 30 Abr 2008
Prosa & Verso 037 - O PULSAR DO CORAÇÃO
Categoria: Prosa&Verso | Por Jorge Rocha|
Escute o Prosa & Verso 037
Músicas tocadas neste programa: |
O que a gente costuma chamar de batidas do coração na verdade não são batidas. O coração não bate como um pêndulo de um relógio. Em seus movimentos, o coração se contrai e se relaxa. Espreme o sangue que está dentro dele e incha, chupando o sangue que está nas veias. É assim que se dão as chamadas batidas do coração. O coração na verdade se comporta como uma bomba que puxa o sangue das veias e empurra o mesmo sangue para as artérias. Nós temos de fato um coração, mas que é dividido em dois, o coração esquerdo e o coração direito, que funcionam em sincronia um com o outro, isto é, ao mesmo tempo, por isto é considerado um órgão só.
Não sei se você sabia, mas o coração de um adulto bate setenta vezes por minuto. Isto quer dizer que dá 100 mil batidas por dia, 3 milhões por mês e 37 milhões por ano. É u’a máquina que não pára, não pode parar, porque a vida depende do sangue que jorra, que corre dentro das veias e artérias, carregando os alimentos para cada pedacinho do corpo e o lixo do corpo para ser jogado fora. O coração da mulher é um pouco mais acelerado. Ao longo de um minuto, dá oito batidas mais que o do homem. Nos recém-nascidos, o coração bate 120 vezes por minuto.
Em um minuto, o coração lança cinco litros de sangue em todo o corpo. Ele é uma bomba que movimenta quatrocentos litros de sangue por hora. Seus dois movimentos, de contração e de relaxamento, se chamam sístole e diástole. A sístole, quando ele se contrai. A diástole, quando ele relaxa.
Ele fica no meio do tórax, na caixa do peito, um pouco para a esquerda. Ainda criança, aprendemos que o coração é o símbolo do bem-querer e qualquer criancinha coloca a mão em cima do peito, quando quer dizer que gosta de alguém.
Data do artigo: Quarta-feira, 30 dAmerica/New_York Abr dAmerica/New_York 2008 às 4:21 pm | Categoria : Prosa&Verso | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.