Músicas tocadas neste programa: gino e geno – nóis trumpica mais num cai
mali coco dembele - afrique dioré
kinanti
kolazh
maria helena
marina
dolores
lupicínio rodrigues – esses moços
richard clayderman – la cumparsita
pixinguinha - urubu malandro
Do outro lado do mundo, existe um conjunto imenso de ilhas que se chama Indonésia. Uma dessas inúmeras ilhas se chama Bali e é um importante ponto turístico e cultural daquela região. Bali é conhecida como o paraíso dos surfistas, devido à perfeição de suas ondas para este esporte e pela quantidade de praias lindas que possui. Lá existem mais de 20 mil templos sagrados, dedicados a seus deuses, pois os habitantes do Bali são da religião hindu, uma religião politeísta, berço dos avatares. O politeísmo significa a crença em muitos deuses e não em um só como as religiões cristãs. A arte do Bali inclui suas músicas e suas danças, o Barong e Rangdá que simbolizam uma eterna briga entre as forças do bem e do mal.
Músicas tocadas neste programa: Luiz Gonzaga - Olha pro céu
Luiz Gonzaga - Derramaro o gái
Luiz Gonzaga - São João na roça
Luíz Gonzaga - São João do carneirinho
Cristóvão Cerqueira - Popurri de arrasta-pé
Luiz Gonzaga e Elba Ramalho - Sanfoninha choradeira
As festas juninas são comemoradas no Brasil desde o século XVI. Tais comemorações sofreram muitas adaptações desde o seu início no nosso país.
Costumamos montar um arraial, que é uma aldeia (temporária, pois só existe durante as comemorações), com barracas de comidas típicas do nosso país, brincadeiras, jogos, dança e muita diversão. Arraial que se preze tem fogueira, bandeirinhas para decoração, quadrilhas, baião, forró, e gente vestida de caipira (um jeito estilizado de mostrar o homem da roça), casamento na roça e tudo o mais.
Antigamente, costumava-se soltar balões nessa época do ano, mas devido aos incêndios que eles podem provocar, é aconselhável se divertir com os fogos de artifício (sempre com cuidado) e com a festa em si. Aliás, os balões hoje em dia estão proibidos.
As festas juninas nos fazem viver intensamente nosso folclore, a nossa cultura. Nessas festas temos a influência de vários povos que marcaram a nossa história. Dos portugueses nós herdamos muito, comidas (como arroz doce), a festa em si, a religião, algumas danças como a dança das fitas. Dos franceses herdamos a quadrilha com passos e marcações inspirados na corte européia. Dos índios o gosto por alimentos como aipim e milho. É difícil separar as influências que sofremos, pois somos o resultado de tudo isso, da mistura de povos e tradições.
Músicas tocadas neste programa: Carmem Miranda e Mário Reis - Isto é lá com Santo Antonio
Nelson Gonçalves - Escultura
Gonzaguinha – Grito de alerta
Osmar Navarro – Quem é
Peri Ribeiro – Inteirinha
Raul Sampaio – Quem eu quero não me quer
Andréa Costalima – Nunca/Só louco
Miltinho – Poema de adeus
Tito Madi – Menina moça
Miúcha e Vinícius – Minha namorada
Pra variar, amanhã é comemorado o dia dos namorados. Mais uma vez, como costuma ser, um apelo comercial. Às vezes tenho a impressão de que vivemos em plena época mercantilista, que aliás foi uma fase precursora do capitalismo, o sistema atual em que vivemos mergulhados até o pescoço. Nossas atividades, nossos sonhos, nossos objetivos na vida parecem afunilar para a grande finalidade que é ter mais, ter mais, ter sempre mais e cada vez mais. O nome disto é ganância.
A febre do possuir contagia a todos nós. Possuir para acumular, quanto mais rico, melhor e isto não tem limite. Na dinâmica do sistema capitalista, quem pára, mesmo que seja para olhar o que houver de belo na estrada, mesmo que seja pra respirar, mesmo que seja pra refletir sobre a caminhada da vida, quem pára retrocede, como se caminhasse para trás.
A ambição é encarada como uma qualidade e quem não tem ambição é considerado fraco, pequeno ou covarde. Enfim, neste sistema, a palavra de ordem é ser competente, bem no sentido de ser capaz de competir. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: Nelson Gonçalves - Normalista
Gilberto Gil – Domingo no parque
Elza Soares – Se acaso você chegasse, de lupicínio rodrigues
Isaura Garcia - mensagem
Roberto silva – Agora é cinza
Luiz Gonzaga & Gonzaguinha – A vida do viajante
Conta-se que no Japão, um velho e sábio mestre exortava os seus alunos a não se deixarem mobilizar pelas provocações. Dizia ele:
Se o provocador for melhor que você, de que adianta competir, se sabe que ele vai ser o vencedor?
Se for equiparado a você, de que adianta competir, se sabe que vão empatar?
Se for inferior a você, se que adianta competir, se sabe que vai vencê-lo?
Em cada uma das três hipóteses, que ganharia você se fosse competir?
Digamos que o velho e sábio mestre estaria tentando assim, com sucesso ou não, instigar o amadurecimento emocional e a formação do caráter dos seus pupilos. Não temos notícia de como os alunos reagiram à orientação. Mas o fato é que as palavras daquele professor ecoaram para fora das paredes de sua escola e voaram e voaram, vindo até nós.
Músicas tocadas neste programa: Nelson Gonçalves - Normalista
Gilberto Gil – Domingo no parque
Elza Soares – Se acaso você chegasse, de lupicínio rodrigues
Isaura Garcia - mensagem
Roberto silva – Agora é cinza
Luiz Gonzaga & Gonzaguinha – A vida do viajante
Rubem Alves é um filósofo, psicanalista, ex-pastor presbiteriano e agora aposentado. Nasceu em Minas Gerais e reside atualmente em São Paulo, na cidade de Campinas, onde segundo dizem cuida de um jardim e tem uma pizzaria, além de escrever para seus fiéis leitores, entre os quais posso dizer que estou eu.
Além do que falei, Rubem Alves também é um educador e, embora esteja aposentado, continua um educador num sentido mais amplo.
Para ele,
Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
0 educador diz: veja! E, ao falar, aponta.
0 aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu.
0 mundo se expande.
Ele fica mais rico interiormente. E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria, que é a razão pela qual vivemos.
Vivemos para ter alegria e para dar alegria.
0 milagre da educação acontece quando vemos um mundo
que nunca tínhamos visto.
Estas palavras, com sabor de poesia, que vocês ouviram, são do próprio Rubem Alves.
Quando li, fiquei impressionado com a beleza e com o sentido tão estimulante dos seus versos, que quis agora prosar um pouco sobre o assunto.
Imagino um pai, um professor, uma autoridade, tentando influenciar uma pessoa mais jovem, tentando descortinar em sua frente os caminhos do mundo e da vida, como se supõe que ele mesmo, o pai, o professor, a autoridade, tenha trilhado. Olho ao meu redor e vejo pais, inclusive eu, vejo professores, vejo autoridades, que apontam um caminho para os seus filhos, para os alunos, para os jovens cidadãos, e que tentam instruí-los e aconselhá-los com suas palavras. Vejo pessoas conscientes que não se limitam a falar. Afinal, as palavras se vão com o vento. Essas pessoas conscientes que vejo são as que servem de exemplo e, como se costuma dizer, dão o exemplo. Dizem que as palavras movem e os exemplos arrastam.
Sobre Jorge Rocha
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.