Agosto 2008


Escute o Prosa & Verso 053

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Músicas tocadas neste programa:
nana mouskouri - habanera
tango - albéniz
connie francis – tango italiano
nat king cole – el choclo
nelson gonçalves –carlos gardel
angela maria – tango para tereza
carlos gardel –mano a mano
anibal troilo – yo soy el tango
astor piazzolla – fin de curso
nara leão – odeon

Hoje este programa é dedicado ao tango. Não fique pensando logo na Argentina. Há quem diga que bem antes de ter aparecido na Argentina, o tango estava nascendo na Europa. Que a dança teve sua origem na Espanha na segunda metade do século 19, portanto há menos de 200 anos. Segundo tal opinião, de lá acabou difundindo-se para outros países, inclusive para os países da América do Sul especialmente para a Argentina, onde sofreu influência de outros dois ritmos também latinos, a habanera, de Cuba e a milonga, da região do Rio da Prata, onde estão o Uruguai e a própria Argentina, palavra que aliás significa prateada ou da cor da prata. A dança surgiu em Buenos Aires, já no final do século 19 e é de tal maneira popular naquela terra, que os argentinos reivindicam para si a invenção do tango.
Apesar disto, há quem afirme também que o tango nasceu na Ilhas Canárias e que tinha o objetivo de reunir os africanos para dançar ao som do tambor, ao qual aliás os negros davam o nome de tan-gô.
Escutem a Habanera, cantada por Nana Mouskouri e comecem a sentir a semelhança com o tango que nós conhecemos hoje.
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Escute o Prosa & Verso 052

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Músicas tocadas neste programa:
henry nirenberg - babalu
henry nirenberg - feitiçaria
henry nirenberg – tambores da selva
henry nirenberg - tabu
henry nirenberg – esta velha magia negra
valdir azevedo – o vôo do marimbondo

O assunto do programa de hoje é a raiva. Não a raiva, sentimento, mas a raiva, doença que ataca alguns animais, inclusive o homem, se for contaminado. De vez em quando o povo da roça passa um período assustado, evitando sair de noite, andando armado, ralhando para as crianças não se afastarem de casa. Dizem que é em agosto o tempo de cachorro doido, de cão danado, tempo de cachorro arruinado, de cão raivoso.

O povo conhece muito bem como é séria esta doença, chamada raiva, que, uma vez pegada, não tem tratamento, não tem cura. Parece que em certos meses do ano, agosto, por exemplo, a doença se alastra mais. E, pelas razões que a gente vai ver adiante, os cães são as primeiras vítimas e também os principais causadores desse alastramento da doença. Costuma-se chamar também a raiva pelo nome de hidrofobia, porém o nome mais correto, mais conhecido e mais fácil de usar é raiva mesmo. Não adianta muito apenas ter medo. É preciso conhecer, saber como são nossos inimigos, para podermos combatê-los bem. É por isso que temos que dedicar muito tempo em reuniões entre nós, em reflexões, para estudarmos e conhecermos a vida, as coisas, pessoas, etc, que nos prejudicam e que causam ou aumentam nossos sofrimentos, a fim de combater melhor esses inimigos. Assim é também com a raiva.

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Escute o Prosa & Verso 051

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Músicas tocadas neste programa:
andréa costalima – dedicado a você
ivaldo garcia – lembro um olhar
elis regina – dois pra lá, dois pra cá
onésimo gomes – noite cheia de estrelas
nelson gonçalves - normalista
orlando silva – última estrofe
francisco petrônio – tardes de lindóia
ademilde fonseca – apenhei-te, cavaquinho

O assunto que vamos tratar hoje aqui é música, um tipo especial de música brasileira com forte influência italiana em suas origens, no bairro do Brás, reduto italiano no início do século passado.

Estamos habituados a chamar de seresta às músicas lentas, românticas, sobretudo os boleros, músicas que se prestam à dança, como estas que vocês acabaram de ouvir. Se alguém nos diz que vai haver uma seresta, pensamos logo em um baile, onde vão ser tocadas músicas para dançar aos pares, principalmente, como acabei de dizer, os boleros, os famosos passos dois pra lá, dois pra cá.
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da tua companhia

eu quis privar

[do teu sorriso,

do teu olhar,

da tua fala,

da tua escuta].

eu quis privar

da tua companhia:

mas, que ilusão

filha da puta!

e tu, então,

que me fizeste?

tua atenção

tu recolheste!

tu me privaste

da alegria

[do teu sorriso,

do teu olhar,

da tua escuta].

que ironia!

conjugando o mesmo verbo,

os caminhos são diferentes;

ao encontro ou de encontro

são sentidos divergentes

Escute o Prosa & Verso 050

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Músicas tocadas neste programa:
nelson gonçalves - louco
maysa – meu mundo caiu
vicente celestino – o ébrio
noite ilustrada – volta por cima
jomarito guimarães – eu e a brisa
lira morrense – jomarito guimarães
armandinho – tico-tico no fubá

Não precisa ter um olhar muito atento, para ver que aqui no Morro do Chapéu, existe uma incidência relativamente alta de pessoas que já tiveram derrame. Derrame é o nome que se dá popularmente a um tipo de doença que acontece de repente e que deixa a pessoa sem poder movimentar um lado do corpo. Este tipo de paralisia se chama hemiplegia. A pessoa não sente dor de um lado, mas também não consegue movimentar o mesmo lado, nem o braço, nem a perna. Um derrame pode ser mais grave ou mais leve. Portanto, o derrame que acontece em uma pessoa não tem que ser exatamente igual ao que aconteceu em outra. Aliás, tudo na vida é assim, inclusive as doenças: cada qual adoece de u’a maneira. Eu tenho um colega psiquiatra que costuma dizer: cada qual adoece como pode.
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