Músicas tocadas neste programa: beethoven – tema da sinfonia pastoral
male voice - folhas verdes do verão
chico buarque - pivete
dalva de oliveira – estão voltando as flores
leila pinheiro e conjunto época de ouro - jamais
Retratos da vida são fatos e pessoas que fazem a história dos homens, mesmo que não seja a chamada história oficial, mesmo que os fatos e as pessoas não estejam nos livros e mesmo que só ocupem nossa memória consciente por algumas horas ou alguns dias. Temos u’a memória inconsciente que muitas vezes nos incomoda nos sonhos. E mais ainda, certamente há um inconsciente coletivo, como chamou Reich, de tal maneira que toda experiência humana se incorpora misteriosamente aos novos espécimes de humanos que vão surgindo.
Isto que vou contar está publicado na internet para quem quiser ver. Se quiser conferir, procure no BLOG JUS NAVIGANDI, na página Legal. Lá, vai encontrar esta matéria que vou emprestar para que você também possa tomar conhecimento, refletir e tirar suas conclusões, pois o assunto tem a ver com todos nós, como aliás ocorre com os retratos da vida que tenho trazido aqui. Só que hoje os nomes e os locais são reais. No intervalo, escutem o Tema da Sinfonia Pastoral, de Beethoven. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: chico buarque – homenagem ao malandro
juca chaves – caixinha obrigado
chico buarque – o malandro nº 2
dazaranha – terra de cego
o rappa – candidato caô caô
ademilde fonseca – galo garnizé
Retratos da vida são estórias que acontecem: em 2005, no dia 29 de maio, a revista Veja publicou uma notícia que continha a seguinte nota: “Marinho é aquele que foi filmado embolsando uma propinazinha de 3.000 reais. Dava para comprar 125 vidros de xampu e condicionador iguais aos que Maria tentou furtar”
O jornalista André Petry escreveu este comentário, que foi publicado em 21 de março de 2006, no site tudosaohistorias.blogspot.com. Como o assunto me parece tão atual, passo a transmitir o comentário do jornalista André Petry, para que os ouvintes tomem conhecimento, reflitam e tirem suas conclusões.
Vamos ao comentário: Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: dorival caymi – eu não tenho onde morar
augusto calheiros – meu ranchinho
gilson – casinha branca
lúcio alves –minha palhoça
silvio caldas – casinha pequenina
gastão formenti – casa de caboclo
noédson valois – morada do canto
vocalistas tropicais – daqui não saio, daqui ninguém me tira
elizeth cardoso e jacob do bandolim / barracão
Faz uns vinte anos, quando eu passava pela frente do Centro Social Urbano lá em Feira de Santana, na saída norte da cidade, havia um grande out-door ao lado da pista, que fazia propaganda de um hotel de luxo inaugurado naquela mesma época lá em Feira de Santana. O que me chamou a atenção foi uma espécie de acampamento, um barraco de papelão, pedaços de pau, flandres de latas e alguns farrapos. O barraco estava abrigando uma família de quatro pessoas, o casal e duas crianças com menos de dez anos de idade. Também me chamou a atenção o fato de que aquelas pessoas tivessem aproveitado justamente as armações do outdoor para construírem sua tenda. Uma ironia amarga, ver aquela propaganda de um hotel de luxo abrigando quatro pessoas paupérrimas. Parei no meu caminho e fui até eles. Puxei dois dedos de prosa e eles me contaram que estavam vindo do interior da Paraíba e que tentavam chegar a São Paulo, procurando onde trabalhar. Eram migrantes, como tantos outros neste Brasil afora.
Músicas tocadas neste programa: orlando silva - coqueiro velho
nelson gonçalves - hoje quem paga sou eu
maria bethânia - errei, sim
noite ilustrada - volta por cima
chico buarque - com açúcar e com afeto
andréa costalima – à vontade
mariana aydar e ivan lins - desesperar, jamais
waldir azevedo – vê se gostas
Seu Miraldo já é um senhor idoso, com seus setenta anos. Nunca se casou e hoje vive de uma aposentadoria por ter sido trabalhador rural durante sua juventude e maturidade. Quem toma conta de seu Miraldo é uma sobrinha-neta que mora perto da casa dele e uma vizinha que sempre está indo saber se ele precisa de alguma coisa, dar uma limpeza na casa, oferecer alguma merenda. Este senhor, que não sabe ler nem escrever, nunca freqüentou escola e por quatro vezes já esteve internado em hospitais psiquiátricos, porque quatro vezes enlouqueceu. Mas ficou bom. Quando uma pessoa enlouquece, geralmente tem que tomar remédios pela vida inteira, mesmo que volte à condição de juízo normal. Então dizemos que ficou bom. Ocorre que seu Miraldo costumava beber além dos limites, quando era novo e durante muitos anos. Talvez tenha isto sido a causa de sua loucura ou talvez apenas agravado uma loucura que já existia, mas que estava adormecida. O fato é que este senhor faz tratamento com psiquiatra há muitos anos, tomando sempre seu remédio e comparecendo às consultas. E, desde que vem fazendo tratamento sem falhar, nunca mais a mente avariou. Hoje está idoso e precisa de cuidados, cuidados em casa, cuidados na alimentação e cuidados para usar os remédios que ele precisa tomar. Leia mais…
A dança de salão, danças dos salões têm seu marco expressivo, e talvez seu início, glamour e sofisticação tal como as conhecemos, nas valsas dos salões da aristocracia austríaca e na Alemanha do séc. XIX.
Hoje, as danças de salão tomaram feições muito diversas, retornaram de certa forma às suas origens que são populares, abriram-se em leques e leques de leques, sincretizaram-se a tal ponto que ninguém mais toma pé. Leia mais…
Sobre Jorge Rocha
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.