Qua 8 Out 2008
Prosa & Verso 059 – NOVOS CANTORES BROTANDO NA BAHIA
Categoria: Prosa&Verso | Por Jorge Rocha|
Escute o Prosa & Verso 059
Músicas tocadas neste programa: |
No mês de agosto passado, a nora de Jomarito, Andréa Costalima, mulher de Tércio, tornou-se cantora profissional, lançando seu primeiro disco em um evento de gala, lá em Salvador. O lançamento contou com a presença de figuras importantes no mundo da música, pessoas tanto da Bahia como do sul do País. Como não podia deixar de ser, lá estavam presentes Jomarito e Lúcia, com toda a razão, porque sua nora estava se lançando em âmbito nacional. Andréa, ninguém melhor que ela mesma para iniciar este programa, vai dizer algumas palavras sobre o CD que está lançando e também sua visão e seu sentimento sobre música. Em seguida, ela canta um samba que é a primeira faixa do disco e que se chama À vontade.
Uma das músicas do CD emprestou o nome para o próprio disco. Chama-se Sua presença e, pelo que sei, está bem cotada a receber prêmios em concursos de musica popular, tanto na Bahia como no sul-maravilha. Esta é uma aspiração comum dos novos artistas: o sucesso e a fama.
Vou transmitir Sua presença, na voz de Andréa Costalima, para a apreciação de vocês.
Como ouviram, Andréa tem uma voz delicada e agradável. As dez faixas do CD são todas inéditas e várias delas são composições da própria cantora e do seu parceiro Tércio Guimarães. Uma das músicas, a que mais me chamou a atenção, chama-se Balé da bala e é da autoria de Jorge Zárath. Mas esta eu deixo reservada para levar ao ar numa próxima oportunidade. No início do programa, mostrei aos ouvintes uma outra música do CD intitulada À vontade e agora vou transmitir mais uma faixa, que se chama Ciranda.
O CD de Andréa Costalima está disponível para quem quiser comprar aqui no Morro do Chapéu. É só procurar Jomarito. Pelo que eu soube, o CD tem sido bem aceito e adquirido pelos morrenses.
Na apresentação do seu disco, Andréa faz a seguinte declaração: “A música é como uma entidade, um ser divino que lhe escolhe para servi-la. Se tentar fugir, ela vem e lhe seduz, lhe encanta e prova para você que é tão necessária na sua vida quanto o ar que respira. Sem música as cores fogem, as impressões não se registram, passamos despercebidos como se fôssemos seres inexatos e sem sentido. Não tente fugir, ela lhe escolheu. Então seja som, seja sonho. Cante, se exponha, faça sua voz alcançar e abraçar o mundo. Canto, me exponho, sou som, sou sonho. Sou música, sou musa, translúcida e colorida, lúcida e lúdica. Sou o que canto, sou o que soa”.
Vou tocar uma terceira música do mesmo CD, que se chama Alegria. Aqui está.
Andréa não é daqui do Morro. Mas ela está casada com um filho de Jomarito, pessoa que, como já tenho dito aqui, um dos valores da terra, desta terra de Morro do Chapéu, uma das pessoas que admiro pela sua franqueza e pela sua probidade. Isto, é claro, não diminui o mérito artístico de Andréa, mas apenas justifica meu empenho e insistência em divulgá-la como cantora. De certo modo, é um tributo a Jomarito.
Bem, aqui no Morro existem, a meu ver, artistas com qualidades especiais e mérito que até impõem sua presença neste programa, porque este é um espaço projetado para isto.
Neste momento, estou lembrando da voz delicada, tão linda e agradável de Denize Reis, principalmente quando a escutei, faz uns dois anos na copa da casa de sua tia Iraci, ali na rua Tiradentes. Denize tem gravado aqui no Morro, mas naquela noite a que me referi, dedilhando um violão e cantando bossa nova para um pequeno público, Denize me deixou embevecido pela delicadeza de sua voz e pela suavidade com que interpretava. Já pedi a Denize para gravar um pequeno repertório de música intimista ou de bossa nova, para mostrar aos ouvintes deste programa. Por alguma razão que não sei, ela não atendeu ao meu pedido. De qualquer modo, ela não disse um não. Agora faço público este apelo e, se alguém que estiver ouvindo puder e quiser dar forcinha e instigar Denize, vou ficar muito grato e certamente os ouvintes deste programa também ficarão gratos e deliciados com o que vão escutar.
Uma outra figura daqui do Morro, com uma voz muito bonita e que poderia, acredito, explorar mais o caráter suave e intimista de sua voz é Tarcísio. Também já lhe propus gravar um repertório de canções especialmente delicadas, românticas, para ambiente pequeno e público reduzido como de um piano-bar, para que eu pudesse mostrar aqui no Prosa & Verso. Até agora, embora atencioso como ele é, por alguma razão não foi possível a combinar um momento para realizar este trabalho. Morro do Chapéu sem dúvida está perdendo a chance de ouvir belas vozes e belas canções.
Quando quiserem, os artistas de Morro do Chapéu podem contar com este espaço, convite que, em especial neste momento, está dirigido a Tarcísio e a Denize.
Data do artigo: Quarta-feira, 8 dAmerica/New_York Out dAmerica/New_York 2008 às 4:53 pm | Categoria : Prosa&Verso | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.