Qua 15 Out 2008
Prosa & Verso 060 – CANÇÕES COM O NOME DE MARIA
Categoria: Prosa&Verso | Por Jorge Rocha|
Escute o Prosa & Verso 060
Músicas tocadas neste programa: |
Desde os tempos imemoriais que o homem, entenda-se do sexo masculino, tem tomado a frente de todas as atividades relacionadas com a sobrevivência. O homem vem mandando em tudo o que considera atividade importante e empurrando para a mulher as atividades que ele considera inferiores. Não que sejam inferiores, mas que ele assim considera.
Não sei a que se deve isto, mas imagino que a força física, a força bruta é uma das razões, porque o homem tem mais força bruta que a mulher. Força, sim, mas resistência não. A mulher é muito mais resistente que o homem. Coube sempre à mulher cuidar da casa e dos filhos. E ao homem coube prover a morada e a alimentação. Só um problema: o homem se achou o dono do pedaço e sempre quis ficar com os privilégios do poder.
Os tempos mudam e hoje vivemos o amanhecer de novas possibilidades: Homens e mulheres são iguais em direitos e deveres, em que pesem as diferenças biológicas.
Na arte, os homens também se encarregam de cantar seu fascínio pela mulher. E o nome feminino é freqüente nas composições musicais. Hoje estou trazendo canções que têm como tema o nome de Maria, o nome feminino mais usual, mais comum e provavelmente mais representativo da mulher em nossa cultura. Caetano Veloso canta para vocês Maria Bonita.
Vou transmitir três canções que fazem o elogio da mulher. Maria Maria, com Quarteto em Cy; Despedida de Maria, com Geraldo Vandré e Adeus Maria Fulô, com Sivuca.
Agora escutem três composições que cantam a sensualidade da mulher. Moreira da Silva vai cantar Avisa a Maria que amanhã tem baile; Toquinho e Vinícius cantam Maria do Gantois e, com Dalva de Oliveira, Maria escandalosa.
Mas, não só de elogios e de sensualidade que a arte musical fala da Maria. Também existem canções cheias de mágoa, como estas três que se seguem. Com Chico Buarque, Não fala de Maria; com Caetano Veloso, Maria Laô e com Agostinho dos Santos, Maria dos meus pecados.
Como não podia deixar de acontecer, trago uma canção romântica, muito bonita, da autoria de Ari Barroso, na voz de Lúcio Alves.
Mesmo numa sociedade machista como a nossa, a mulher é reverenciada e até é elevada ao âmbito do sagrado. É a figura da mãe, representada por Maria, a mãe de Jesus. Com vocês, Raul Seiras, Ave Maria da rua e, na seqüência, Francisco Petrônio, Ave Maria no morro e, finalmente, Luiz Gonzaga, Ave Maria Sertaneja.
Até a próxima quarta-feira, no PROSA&VERSO com Jorge Rocha, a uma e meia da tarde.
Fique ouvindo o conjunto Época de Ouro, que executa Mariana, porque um chorinho não faz mal a ninguém.
Data do artigo: Quarta-feira, 15 dAmerica/New_York Out dAmerica/New_York 2008 às 4:11 pm | Categoria : Prosa&Verso | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.