Músicas tocadas neste programa:
frank sinatra – new york new york
haendel - haleluja
raul seixas – tente outra vez
lulu santos – como uma onda no mar
adeus ano velho, feliz ano novo
maria bethânia – luzes da ribalta
yves montand – les feuilles mortes
carmem costa – está chegando a hora
ketelbey – no jardim de um mosteiro
piroschka
valdir azevedo – acerta o passo
Na mudança do ano, é costume a gente pensar o ano que passou, o ano velho e fazer planos e propósitos para o ano que começa, o ano novo. Isto é feito em todos os níveis: os governos encerram seus orçamentos, fazem novos planos. As organizações econômicas fazem seus balanços e esboçam seus projetos. Nas religiões, também se fazem avaliações do ano que passou, fazem-se assembléias gerais, reuniões ditas de confraternização. Frank Sinatra vai cantar New York, New York.
O islã tem um mês por ano consagrado ao perdão, que é o mês de ramadã e os hebreus antigamente tinham um preceito a cada 50 anos de perdoar todas as dívidas. Era o ano jubilar. E anualmente costumam os israelitas comemorar a passagem pelo Mar Vermelho, na sua libertação da escravatura no Egito, chamada êxodo. O cristianismo deu prosseguimento à comemoração, com a páscoa cristã, em que se acredita que Jesus ressuscitou no terceiro dia após ter morrido crucificado. Ouçam Haleluja, de Haendel. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa:
oratório de natal – bach
elvis presley – if every day was like christmas
bing crosby – to say merry christmas to you
john lennon – happy Christmas war is over
elvis presley – blue christmas
frank Sinatra – have yourself a merry little cristmas
elvis presley – I’ll be home for Christmas
bing crosby e frank Sinatra – jingle bells
bing Crosby – white Christmas
vic damone – come all ye faithfull
leandro e outros – noite feliz
boas festas – assis valente
valdir azevedo – pedacinhos do céu
Hoje é natal. Estamos trazendo uma seleção de músicas natalinas para rodar no programa de hoje, quase todas americanas, porque eu creio que sejam os Estados Unidos o país e o povo que mais curtem as festividades deste dia. Mas vou começar tocando uma pequena peça musical de Bach, intitulada Oratório de Natal. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa:
jorge veiga – lenço no pescoço
roberto paiva – rapaz folgado
jorge veiga – mocinho da vila
roberto paiva – palpite infeliz
jorge goulart – mundo de zinco
roberto paiva – feitiço da vila
jorge veiga – conversa fiada
roberto paiva – joão ninguém
jorge veiga – frankenstein da vila
roberto paiva – eu vou pra vila
jorge veiga – terra de cego
roberto paiva – vitória
jorge veiga – meu mundo é hoje
henrique cazes e joel nascimento - brasileirinho
Wilson Batista ficou famoso como sambista-malandro no Rio de Janeiro. E foi um grande compositor, um dos melhores que o Brasil já teve. Em 1933, um cantor em voga chamado Almirante gravou sua primeira composição, uma batucada chamada Barulho no beco. Sempre freqüentando o mesmo ambiente de boemia, fez a apologia do malandro no seu samba Lenço no pescoço, já gravado em 1933 por Sílvio Caldas. Este samba deu início à famosa polêmica com Noel Rosa, que nós estamos trazendo hoje para vocês ouvirem. Mas eu aviso: Se quiserem aproveitar e entender as letras, vão ter hoje que prestar uma atenção redobrada ao Prosa & Verso, porque só assim poderão apreciar este espetáculo que foi a polêmica entre Wilson Batista e Noel Rosa, até hoje lembrada. Vou rodar Lenço no pescoço, que deu origem ao debate, agora na voz de Jorge Veiga. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: bezerra da silva & zeca pagodinho – malandro é malandro e mané é mané
araci de almeida – conversa de botequim
chico buarque - o juca
cyro monteiro – malandro bamba
exporta samba – o otário
jorge veiga – café soçaite
mário reis – mulato bamba
dircinha batista – inimigo do batente
demônios da garoa – trem das onze
Depois de uma viagem pelas origens do samba, pela sua infância e pela sua adolescência e também pela sua jovem fase adulta, vamos nos deparar, nos anos 30 e 40 com o samba amadurecido, já com sua identidade própria, já incorporado ao cancioneiro popular brasileiro, já apreciado e absorvido pelas classes média e alta. Não foi fácil e, muito pelo contrário, custou muita teimosia, astúcia e esforço, por parte dos sambistas, para isto acontecer. A partir de então, o samba toma diversos caminhos, digamos que se aperfeiçoa e se tornará até produto de exportação, após os anos 50. Mas enquanto isto, os sambistas chegaram a ser discriminados, principalmente na era Vargas, discriminados e mesmo perseguidos. Não é de estranhar que tenha surgido no morro carioca uma modalidade de samba que até hoje faz sucesso, pela sua simpatia, pela sua graça e sobretudo pelo seu espírito de resistência. É o samba malandro, assim chamado, que prima pela sua ambigüidade, indefinição ideológica e ironia. Vamos ouvir um exemplo do samba malandro, intitulado Malandro é malandro, Mané é Mané, nas vozes de Bezerra da Silva e Zeca Pagodinho. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: silvio caldas – o arrependimento
mário reis – vai haver barulho no chatô
francisco alves – foi ela.
mpb4 – não tem tradução
noel rosa – coisas nossas
noel rosa – onde está a honestidade?
araci cortes – tem francesa na favela
carlos galhardo - favela
mário reis e francisco alves – fita amarela
época de ouro – naquele tempo
A propósito do nosso tema, ontem foi o Dia Nacional do Samba.
O início da década de 30 foi marcado pela crise econômica (conseqüência da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929) e pela agitação política, aqui no Brasil. Depois seria marcada pelo autoritarismo do governo de Getúlio Vargas. Após assumir o poder com a deposição de Washington Luís, episódio que marca o término do período de 40 anos chamado Primeira República ou república velha, Vargas não agradou aos tenentes que, aliás, tinham sido o apoio fundamental para que ele chegasse ao governo com o golpe de estado de 1930. O governo Vargas, aos poucos, marginalizou os tenentes, inclusive tendo promovido vários outros oficiais à patente de general, oficiais estes que se haviam posicionado contra a Revolução. Daí o fato de que muitos tenentes que tinham apoiado a Revolução de 1930, como Agildo Barata por exemplo, passaram a fazer oposição a Vargas. Além disso, na maioria dos Estados quem mandava antes da revolução continuava mandando. É nessa década de 1930 que são lançados os sambas que vamos escutar neste programa. Ouçam Silvio Caldas, que canta O arrependimento. Leia mais…
Sobre Jorge Rocha
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.