Músicas tocadas neste programa: silvio caldas - maria
silvio caldas – violões em funeral
silvio caldas – casinha pequenina
silvio caldas – minha palhoça
silvio caldas – no rancho fundo
época de ouro - noites cariocas
No dia 3 de fevereiro de 1998, morreu Sílvio Caldas. Você sabe quem foi Silvio Caldas? Pois, Silvio Caldas nasceu e foi criado no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Seu pai, que era afinador e consertador de pianos e também compositor com várias músicas publicadas, tinha uma pequena loja de instrumentos musicais e foi aí que Silvio Caldas deve ter-se iniciado na arte da música, embora tenha sido praticamente criado por uma vizinha, que no Carnaval formava o Bloco da Família Ideal com parentes e amigos. O pequeno Sílvio, chamado de Rouxinol da Família Ideal, cantava cavalgando o pescoço dos remadores de São Cristóvão.
Participava de festas, dançava e sapateava nas mesas dos bares, e cantava nas reuniões de amigos e com seis anos cantou um samba de bloco no Teatro Fênix, levado pelo pai, durante conferência literária.
Começou a trabalhar aos nove anos como aprendiz de mecânico e, aos 16, em 1924, saiu de casa para trabalhar em SP, onde foi leiteiro e exerceu outras atividades, como lavador de carros, cozinheiro de turma, motorista de caminhão e mecânico de manutenção dos caminhões das obras da estrada Rio-São Paulo. Quando voltou ao Rio de Janeiro, foi ouvido numa seresta por um cantor de tangos, que o levou à Rádio Mayrink Veiga. A partir de então, uma vida de sucessos.
O samba Faceira, de Ary Barroso, foi seu primeiro sucesso em disco. No mesmo ano, gravou ainda o samba-canção Maria, também de Ary Barroso em parceria com Luiz Peixoto. Este samba se tornou um clássico, que agora vamos ouvir. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: elis regina - maria maria
renato fechine – mulé feia
um tapinha
caetano veloso – super homem
maria tereza madeira - bionne
Na semana passada, por causa do dia internacional da mulher, tratei aqui no programa do relacionamento mulher e homem, às vezes de companheirismo, outras de competição. Uma ouvinte me perguntou se eu queria dizer que a causa de as mulheres serem submissas e oprimidas estava nas atitudes dos homens. Não é o que penso, mas é o que posso ter dado a entender. Suponho que é u’a mentalidade antiga, porque todas as sociedades que conhecemos são patriarcais, isto é baseadas na autoridade do homem. É um fato que o sexo masculino detém maior força física do que o sexo feminino, embora também seja um fato que o sexo feminino é muito mais resistente do que o masculino. Só que na disputa primitiva, da força bruta e imediata, o homem sem dúvida sempre levou vantagem. O poder da mulher é exercido de outra maneira e não vou me alongar aqui falando sobre isto, que todos conhecem perfeitamente, inclusive por suas próprias vivências. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: roberto silva– saudades da amélia
roberto silva - emília
chico buarque – mulheres de atenas
martinho da vila - malandrinha
ciranda – terezinha de jesus
zizi possi - terezinha
paulinho da viola – pastora dos olhos castanhos
No domingo passado, dia 8 deste mês, comemorou-se o dia internacional da mulher e é por esta razão que o programa de hoje está assim dedicado a este tema, que envolve a igualdade sexual, o companheirismo e também o ranço do machismo que ainda impera na sociedade brasileira.
Amélia tem sido uma espécie de alvo das feministas, uma espécie de chacota, o símbolo do ridículo, da submissão da mulher ao homem. Ridículo porque tida como prazerosa e grata. Isto, no discurso feminista. Entretanto, uma leitura mais cuidadosa da composição de Ataulfo Alves e Mário Lago pode levar a uma compreensão bem diferente da usual.
Escute com atenção Saudades da Amélia, na voz de Roberto Silva. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: ana firmina – chico malandro
boy gê mendes – cumba iêta
nana matias – pays sol
teófilo chantre – nhá fé
valdir azevedo - carioquinha
Suponho que todo mundo tem e terá sempre alguma coisa para aprender. Suponho também que todo mundo tem e terá sempre alguma coisa a ensinar. O conhecimento pode ser encontrado nas escolas, nos livros ou nas experiências. A maior parte dos conhecimentos que cada um de nós tem, pelo menos dos conhecimentos necessários e indispensáveis para a sobrevivência, A maior parte dos conhecimentos nós adquirimos sem perceber, nos contatos que temos com nossos pais, irmãos mais velhos, amigos, vizinhos ou qualquer pessoa que vemos ou ouvimos. Sempre há alguma coisa para aprender, mesmo que a gente não perceba. Outros conhecimentos, para serem adquiridos, vão nos custar esforço, trabalho, interesse e dedicação. Temos que ler, estudar e prestar a atenção. Nem sempre é agradável estudar, quebrar a cabeça, queimar as pestanas, fundir a cuca, eu bem sei disso. Mas que é sempre gratificante aprender alguma coisa, isto também sei que é. Um dia eu vi e ouvi Clodovil na televisão, perguntando debochadamente: Quem é Lula? É apenas um torneiro mecânico que foi eleito presidente!… Eu, dizia ele, eu sei mais do que ele, eu tenho mais conhecimento do que ele!… Naquele momento, fiquei com pena de Clodovil, pela pobreza de sua alma e pelo que transbordava de vaidade, o que dá no mesmo, porque quanto mais vaidosos somos, menos nos conhecemos e, portanto, mais pobres são nossos espíritos. Leia mais…
Os jornais, o rádio e a televisão têm informado um dia ou outro, embora com menos freqüência, acerca da crise do mercado americano da construção civil, que provocou outra crise maior ainda no setor financeiro, quebrando bancos e bolsas de valores. A crise se disseminou como uma doença pelo mundo inteiro e já vem atingindo o Brasil.
Para quem pensa que isto que está acontecendo fica lá por cima e não nos atinge, eu vou passar as informações que nos explicam de modo simples e claro o que de fato deu início à crise e quais as conseqüências para o cidadão comum, como você e como eu.
O artigo que eu transmito aqui foi publicado na internet, com o título A Crise Americana bem Explicada. Escrito em setembro do ano passado, está bem atual. Seu autor se chama Weslei S. Dourado. Leia mais…
Sobre Jorge Rocha
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.