Qua 24 Jun 2009
Prosa & Verso 094 – FESTEJOS DE SÃO JOÃO
Categoria: Prosa&Verso | Por Jorge Rocha|
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Músicas tocadas neste programa: |
É São João. Uma festa de fogos, de alegria, de comidas bucólicas, de música, de dança. Uma festa de fogueira, folguedos, uma festa sertaneja, muito bem apropriada pelo nordeste do Brasil, embora suas origens estejam na Europa, mais precisamente em Portugal. Ou talvez, suas origens estejam mesmo nas festividades pagãs remotas, antigas e relacionadas à agricultura. O São João ocorre no equinócio de verão, na Europa. Para manter a data, contrastando com o Natal, que ocorre no solstício de inverno, também na Europa, aqui, mós, aqui na colônia, tivemos que seguir o calendário Europeu e mantivemos estas duas comemorações nas datas fixas de 24 de junho e 25 de dezembro, apesar do desencontro com as estações de verão e inverno.
Se o Natal é referido como o aniversário de Jesus, o São João é referido como o aniversário de seu primo João, que virou santo com o nome de João Batista, que é descrito na Bíblia como pessoa solitária, estranha e corajosa, um profeta de grande popularidade. Os evangelhos dizem que ele fez severas críticas à família real da época, a ao rei Herodes Antipas, da Galiléia, porque o rei era amante da sua cunhada, Herodíades. Segundo o evangelho de São Marcos, Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar e anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista, que se encontrava preso. O “presente” foi trazido em uma bandeja de prata.
A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneiro no colo. Como se vê, uma imagem bucólica de um pastorzinho. Dizem que Isabel, a mãe de João, era prima de Maria, mãe de Jesus e que quando João nasceu, Maria estava grávida para parir Jesus. Dizem também que Isabel, mandou acender uma fogueira no terreiro de sua casa para que Maria, que morava um pouco distante, soubesse da notícia do nascimento do sobrinho. Era o que elas tinham combinado. E assim ficou o costume popular de acender fogueiras na noite de São João.
Data do artigo: Quarta-feira, 24 dAmerica/New_York Jun dAmerica/New_York 2009 às 5:54 pm | Categoria : Prosa&Verso | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.