Qua 15 Jul 2009
Prosa & Verso 097 – MÚSICA AMERICANA NOS ANOS DOURADOS
Categoria: Prosa&Verso | Por Jorge Rocha|
Escute o Prosa & Verso 097
Músicas tocadas neste programa: |
Nos anos 40 do século passado, durante a segunda guerra mundial, quando a Europa estava estrebuchando debaixo do bombardeio alemão, a França estava parcialmente dominada pelos nazistas e a Inglaterra pedia arreglo enquanto a União Soviética resistia heroicamente, tendo como maior aliado o que ficou conhecido como seu general inverno. Os Estados Unidos, poupados das operações da tamanha guerra que vinha massacrando a Europa, lá do outro lado do oceano Atlântico, tratou de se arregimentar e de incrementar a indústria bélica. Como quem entra em um jogo da copa do mundo no final do segundo tempo, os americanos, descansados e devidamente preparados, caíram em cima da carniça e saíram finalmente de heróis. Isto foi cantado em prosa e verso e também em imagens pelo cinema de Hollywood. A propaganda perdurou por muitos anos além do dia D, que definiu o final da guerra. Seu hipotético heroísmo se consolidou com os chamados planos de ajuda, que foi uma injeção de capital praticamente por todo o resto do mundo. Junto com o capital, foi de carona a influência cultural, a influência dos costumes, de modo que praticamente começou uma nova era no planeta, a era da globalização, que os satélites e a filha internet vieram alimentar e cevar. A nata da sedução americana se manifestava e de certo modo ainda se manifesta na propaganda cinematográfica. E a música, em sua fase de ouro, forneceu alguns exemplares que nos deliciam até hoje.
O romantismo tomou conta do mundo. E a música americana contribuiu muito. Mesmo não entendendo as letras, sentimos a emoção, a saudade, o romance tomar conta de nós, quando escutamos este tipo de canção. O mundo da imaginação, da ilusão, em si não é mau. E é agradável. Por isto a maioria absoluta das pessoas prefere viver nesse mundo enganoso e aí está o problema. Degustar uma comida saborosa é muito prazeroso. Mas achar que só o prazeroso, o que dá bem-estar, é bom e que algo é mau por ser desagradável é um engano perigoso. Caras e corpos bonitos, por exemplo, podem ou não encerrar pessoas boas e decentes. Mas, quem não gosta de fantasiar que sua pessoa amada é a melhor e mais linda do mundo?
Data do artigo: Quarta-feira, 15 dAmerica/New_York Jul dAmerica/New_York 2009 às 7:34 pm | Categoria : Prosa&Verso | Deixe um comentário
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Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.