Novembro 2009


Escute o Prosa & Verso 114

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Músicas tocadas neste programa:
eugênio cerqueira – não arredo o pé
antúlio madureira – frevos para marambau
dorival caymmi - retirantes
maestro duda – frevos do meio dia
vital farias – cantilena de lua cheia
renato teixeira – quebra de milho
yamandú e dominguinhos – xote miudinho
yamandú costa - chorando

Nasceu em Morro do Chapéu, mora desde a puberdade em Salvador, em ambiente de artistas da música, participa do encontro anual de forrozeiros em Recife, em homenagem a Luiz Gonzaga, dedica-se não só à música propriamente dita, mas também à gravação em mídias. Autodidata, toca vários instrumentos, mas tem no acordeom sua preferência. Seu nome é Eugênio Cerqueira.

Antúlio Madureira cresceu entre notas musicais, teatro e dança. Desde cedo, deixou-se envolver por este mundo mágico, descobrindo seus dons e dedicando seu talento à cultura. Durante vinte anos anos trabalhou com o Balé Popular do Recife, fundado por sua família em 1977. O grupo serviu de palco para grande parte de seu desenvolvimento como artista, onde foi bailarino e diretor musical. Paralelamente, traçava sua instigante trajetória artística em outros movimentos. Artista inquieto, Antúlio foi além do estudo de instrumentos tradicionais. E o músico tornou-se um artesão musical, que cria, recria e aperfeiçoa instrumentos a partir de objetos comuns. Hoje, o multiartista apresenta seu espetáculo em que toca, canta e dança as mais legítimas manifestações culturais nordestinas.
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Escute o Prosa & Verso 113

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Músicas tocadas neste programa:
cristóvão cerqueira – gritos da terra
trio nordestino – cabeça inchada
marinês e sua gente – é amor e é saudade
geraldo azevedo e cascabulho – na base da chinela
dominguinhos – rato enfrentando gato
elba ramalho – o canto da ema
luiz gonzaga – respeita januário
altamiro carrilho – sofres porque queres

A música originária e emanada do nordeste do Brasil, conhecida como música nordestina, tem em Luiz Gonzaga seu mestre e patrono. Foi ele quem levou para o sul-maravilha o baião e o xote, na década de 30, como ele mesmo conta em um dos seus discos. Aliás, ele mesmo vai contar daqui a pouco pra vocês. Mas, desde então a música nordestina adquiriu vida própria com milhares de apreciadores. E surgiram muitos e muitos intérpretes no decorrer desses 80 anos. Trouxe um punhado hoje e vou rodar uma gravação de alguns deles. Este primeiro é um artista morrense. É morador da terra, autodidata, organizador de bandas de flautas em alguns municípios da chapada, toca instrumentos de tecla e corda, principalmente violão. Ele se chama Cristóvão Cerqueira.
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Escute o Prosa & Verso 112

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Músicas tocadas neste programa:
cairo
asmar
harry belafonte - hava nagila
violinos mágicos - a lenda do beijo
salamalekum
altamiro carrilho – chorinho didático nº 4

A região conhecida como Oriente médio exerce um grande fascínio sobre as pessoas, pelos mistérios que toda a cultura de lá, estranha a nós ocidentais faz supor. O Egito, as Arábias, o Irã, a Turquia e também aquele lugar que os cristãos chamam de Terra Santa, Israel, Palestina e Jordânia representaram, durante muito tempo, tudo o que havia de exótico para os habitantes daqui do ocidente. Com as construções dos satélites artificiais, a comunicação em todo o mundo ficou praticamente instantânea. Já faz tanto tempo que assistimos os jogos da copa do mundo em tempo real, mesmo que se passem do outro lado da terra, que os mais novos nem sequer pensam que nós os mais velhos só podíamos ouvir pelo rádio. As imagens de TV só apareciam em vídeo-tape. Hoje em dia, com a Internet, o mundo parece que ficou menor. Tudo é muito rápido, instantâneo e as notícias voam a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo. Então, os países mais longínquos e exóticos foram se tornando mais próximos e o exotismo ficou banal. É por essa região intermediária, chamada de Oriente médio que vamos fazer hoje um passeio.
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Escute o Prosa & Verso 111

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Músicas tocadas neste programa:
unchain my heart, de ray charles, arranjo de tércio guimarães
dobrado 220, de antonino espírito santo
tem quem queira, de antonio vieira, arranjo de jomarito
saudade de minha terra, de izidoro de castro
I feel good, de James Brown, arranjo de Tércio guimarães
candeal, de tércio Guimarães
altamiro carrilho – chorinho didático nº 3

Uma das mais expressivas marcas da nossa cultura local é a Filarmônica Lira Morrense, que foi fundada em 25 de dezembro de 1984. Vai comemorar, bem no Natal o seu jubileu de prata. São 25 anos de produção e execução de boa música, escola e celeiro de músicos de todas as idades. Tem contribuído para a difusão da técnica musical entre os jovens de Morro do Chapéu e vem servindo de ponto de apoio em suas trajetórias para a Universidade. São vários os alunos que daqui saíram, foram aprovados no vestibular de Música e hoje cursam a faculdade em Salvador. As Escolas de Música das Universidades, em Salvador, já identificam, logo à chegada, os alunos e ex-alunos da escola de música da Lira Morrense. Hoje nós vamos contar com a participação bem especial de Rafael Guimarães e de Lúcio Roberto, conhecido como filho de Zé Manéu. Eles vão nos falar sobre a Lira. Rafael é o ex-presidente, hoje secretário, e Lúcio é o atual regente da filarmônica.
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