Escute o Prosa & Verso 111

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Músicas tocadas neste programa:
unchain my heart, de ray charles, arranjo de tércio guimarães
dobrado 220, de antonino espírito santo
tem quem queira, de antonio vieira, arranjo de jomarito
saudade de minha terra, de izidoro de castro
I feel good, de James Brown, arranjo de Tércio guimarães
candeal, de tércio Guimarães
altamiro carrilho – chorinho didático nº 3

Uma das mais expressivas marcas da nossa cultura local é a Filarmônica Lira Morrense, que foi fundada em 25 de dezembro de 1984. Vai comemorar, bem no Natal o seu jubileu de prata. São 25 anos de produção e execução de boa música, escola e celeiro de músicos de todas as idades. Tem contribuído para a difusão da técnica musical entre os jovens de Morro do Chapéu e vem servindo de ponto de apoio em suas trajetórias para a Universidade. São vários os alunos que daqui saíram, foram aprovados no vestibular de Música e hoje cursam a faculdade em Salvador. As Escolas de Música das Universidades, em Salvador, já identificam, logo à chegada, os alunos e ex-alunos da escola de música da Lira Morrense. Hoje nós vamos contar com a participação bem especial de Rafael Guimarães e de Lúcio Roberto, conhecido como filho de Zé Manéu. Eles vão nos falar sobre a Lira. Rafael é o ex-presidente, hoje secretário, e Lúcio é o atual regente da filarmônica.

(Entrevista)
Olhem só pra isso: na semana passada eu fiz uns comentários a respeito da decadência cultural da música popular, que parece estar despencando ladeira abaixo em direção ao puro lixo, à pura porcaria. Hoje, apresentando a Lira Morrense aqui no Prosa e Verso, bem daqui de junto de nós, na mesmíssima cidade de Morro do Chapéu, podemos ver este exemplo de bom gosto musical que, juntamente com a Minerva, sua co-irmã, oferece principalmente aos jovens uma alternativa consistente ao mau gosto imperante por aí.