Dezembro 2009


Escute o Prosa & Verso 119

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Músicas tocadas neste programa:
strauss – vozes da primavera
lehar – conde de luxemburgo
strauss – valsa do imperador
lehar – a viúva alegre
strauss – contos dos bosques de viena
strauss – danúbio azul
ernesto nazareth - odeon

Viena, capital da Áustria, foi também a capital da música alemã durante quase dois séculos. Não só de músicos austríacos veio sua fama, mas também de músicos alemães que lá viveram e atuaram. Beethoven e Brahms, ambos considerados entre os maiores compositores alemães, passaram praticamente toda a sua vida em Viena. A música vienense é, entretanto, geralmente identificada por nós com as valsas compostas principalmente por Johann Strauss jr e por Franz Lehár.
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Escute o Prosa & Verso 118

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Músicas tocadas neste programa:
Delira, de Jomarito Guimarães
Brincando de orquestra, de Tércio Guimarães
Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, com arranjo de Tércio Guimarães
Popurri natalino, com arranjo de Jomarito Guimarães e
Devaneios, de Jomarito Guimarães

O programa de hoje constou de uma entrevista com o Prof. Jomarito Guimarães, maestro e orientador por muitos anos da Filarmônica Lira Morrense. Se você quiser, pode ouvir a entrevista, como também as músicas que foram transmitidas.
As músicas que você escutou no decorrer deste programa foram todas executadas pela Filarmônica Lira Morrense.

Escute o Prosa & Verso 117

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Músicas tocadas neste programa:
virgínia rodrigues – terra seca
morgana guimarães e jéssica pereira – monocultua, latifúndio, escravidão
rebeca vasconcelos – o feudalismo
seu jorge - trabalhador
martinho da vila – com que roupa
dalva de oliveira - estão voltando as flores
jacob do bandolim - flamengo

É verdade, tenho de concordar, as coisas melhoraram, as coisas têm melhorado aqui no Brasil. E também no mundo. No final do programa vou trazer algumas informações oficiais para você mesmo avaliar. De acordo com pesquisadores da história econômica do mundo, existe uma evolução desde que o homem era escravo do outro homem, até o momento atual, em que o homem é empregado do outro homem. De fato, no passado uma comunidade se armava, invadia outra comunidade e quem ganhasse a guerra tomava os vencidos e os transformava em escravos. Era o tempo em que apenas a força bruta é que resolvia e mandava.
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Escute o Prosa & Verso 116

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Músicas tocadas neste programa:
joão e josé ribeiro – e o destino desfolhou
carlos galhardo – mais uma valsa, mais uma saudade
gastão formenti – folhas ao vento
albênzio perrone – suave poema de amor
francisco alves – lembro-me ainda
francisco petrônio - tardes de lindóia
carlos josé – sonhei que tu estavas tão linda
onésimo gomes – lua branca
turíbio santos – choro triste

Nos tempos da serenata, das noites de seresta à luz da lua ou, quando muito, dos lampiões as cidades do interior podiam se deliciar com os sons melodiosos dos violões, cavaquinhos, clarinetas e das vozes dos cantores que alegravam e embalavam, sempre ao ar livre, ao sereno, os corações e as mentes dos seus conterrâneos, entoando valsas e canções românticas para suas amadas ou para as mulheres cujos enamorados, mesmo que em segredo, os contratavam para fazer a cantata. Naquela época mais remota, não se cantavam boleros, primeiro porque não eram ainda do gosto das pessoas e, depois, porque o bolero é um ritmo que se presta à dança, com tantas e tão floridas variações e, nas serestas de outrora, não havia lugar nem cabimento para dançar isto que hoje se chama apropriadamente de dança de salão. O bolero é, portanto, um ritmo apropriado para os salões.
Sinto uma lembrança agradável, mas não saudade. Uma lembrança agradável do pouco que eu vivenciei da seresta, ali pertinho, em Mairi, a cidade onde nasci e passei parte de minha infância. Agora, encontro neste programa uma oportunidade de compartilhar das lembranças com os ouvintes do Prosa & Verso. Faz alguns meses, bem no meio da comemoração dos 100 anos de Morro do Chapéu, Dona Eluíza, de família tradicional morrense, também teve suas 80 primaveras festejadas. Rodeada da família e dos amigos, ela entoou com emoção uma valsa que se chama E o destino desfolhou, que vocês estão ouvindo agora como fundo musical.
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Escute o Prosa & Verso 115

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Músicas tocadas neste programa:
renato teixeira – rapaz caipira
raul seixas – tente outra vez
chitãozinho e xororó – beijinho doce
zezé di camargo e luciano – luar do sertão
milionário e josé rico – da vida nada se leva
sérgio reis – boiadeiro errante
almir sater – a saudade é uma estrada longa
pedro amorim e sérgio santos - brejeiro

No programa da semana passada, na viagem que fizemos pela música dos sertões brasileiros, apresentamos Renato Teixeira, que agora está voltando aqui. Hoje, dispensando as apresentações, vamos mostrar de novo este compositor e intérprete, que nos vai brindar com a música Rapaz caipira.

Nascidos em Astorga, cidade do Paraná, José Lima Sobrinho e Durval de Lima foram os nomes de batismo escolhidos pelos pais, mas Chitãozinho e Xororó foram os nomes artísticos reconhecidos pelos milhões de admiradores, do Brasil e do exterior. A paixão pela música começou cedo ouvindo o pai, “seu” Marinho - cantor e compositor - cantando com “dona” Araci, mãe da dupla. O talento dos irmãos só foi percebido por seu pai no dia em que Rosária, uma das irmãs, rasgou o caderno onde ele anotava as músicas que compunha. Foi então que a pequena dupla apareceu para ajudar, pois sabiam todas as letras e cantavam todas as músicas com afinação. Xororó fazia a primeira voz, imitando a mãe e Chitãozinho a segunda, como o pai. Das festas juninas do passado aos mega shows de hoje, os “Irmãos Lima”, primeiro nome artístico da dupla, marcam presença no cenário artístico nacional e internacional. Realmente desde o berço eles haviam nascido para cantar. Por conta deles é que se abriram as portas das rádios FMs para a música sertaneja, até então marginalizada na mídia e grandes centros urbanos, relegada à ícone do meio rural. O grande Raul Seixas foi, sem saber, a faísca que reacendeu as esperanças dos irmãos ao interpretar Tente outra vez, canção que tocou fundo em seus corações e os fizeram caminhar rumo ao sucesso. Embora não sendo propriamente u’a música sertaneja, vamos trazer Raul Seixas, só para relembrar de como o curso da história conta com o acaso para se desenrolar.
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