Músicas tocadas neste programa: haendel – tochter zion freue dich
beethoven – ode à alegria
vivaldi - primavera
johann straus – vozes da primavera
bach – jesus, alegria dos homens
haendel - hallelluja
elgar – terra de esperança e glória
No próximo domingo se festeja a Páscoa, a grande festa que a cristandade adotou como seu dia maior. O apóstolo Paulo teria escrito nos primórdios do cristianismo que se não tivessem a crença de que Jesus teria ressuscitado, toda a fé cristã seria nula, seria vã. Por isto é que a Páscoa é a festa maior, maior que o Natal, maior que ceia da quinta feira santa, maior do que qualquer festa de padroeiro que as igrejas tanto cultuam. Mas a páscoa tem sua comemoração iniciada bem antes, muito antes do que o surgimento do cristianismo. O que Paulo e os primeiros cristão fizeram não foi senão uma releitura. O termo Páscoa significa passagem e não parece indicar somente mudança de estação, mas passagem de uma vida acomodada e rotineira para uma vida renovada. Assim começa o teólogo e monge beneditino, Dom Marcelo Barros, de Olinda, Pernambuco, sua palestra, feita em 9 de abril do ano passado, para um grupo de amigos, entre os quais estava Eloy Barreto e sua companheira Áurea Mercês, coincidentemente também meus amigos. Foram eles que me passaram a cópia da palestra. E agora repasso para os ouvintes do Prosa & Verso, logo depois da música que vão ouvir. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: elis regina – dois pra lá, dois pra cá
bienvenido granda – perfume de gardenia
andy williams - born free
cleová – alguém me disse
blue star orchestra – tema do lago dos cisnes
trio irakitan – aqueles olhos verdes
ney matogrosso - besame mucho
armandinho – bolero de ravel
Ritmo dos mais agradáveis e sempre atual, volta e meia escutamos os boleros e parece que nunca nos cansamos de ouvi-los. Dança das mais populares e apreciadas em toda a América, de norte a sul, é ainda muito praticada nos bailes em geral e certamente a preferida das danças de salão. Passam-se os anos, vão os movimentos da moda e fica aí o bolero, sempre muito agradável e talvez mais fácil de se dançar. São dois pra lá, dois pra cá. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: the beatles – any time at all
banda de boca – eu só quero um xodó
silas, cremilson, elsione e zito - chalana
almir sater - benzinho
altamiro carrilho - margarida
antúlio madureira – caldo de cana
jacob do bandolim - remelexo
Um acidente ou mesmo uma doença não costuma avisar quando chega. Assim, é possível que você se depare com uma situação em que alguém de sua família esteja precisando de cuidados, mas que não seja possível encontrar imediatamente um médico. Por isso aqui vão algumas dicas para lhe ajudar a fazer alguma coisa, até que disponha de um serviço de atendimento médico.
Envenenamentos. São muitas as drogas que hoje em dia invadem a casa da gente. Pra qualquer coisinha, é um remédio, é um veneno. De tanto ouvir propaganda, a gente acaba comprando esses produtos, para usar na agricultura, nos animais domésticos e até em nós mesmos. Muitos inseticidas por aí prejudicam muito mais do que ajudam. Venenos para combater moscas e que podem provocar câncer na gente. Os chamados defensivos agrícolas, que também podem fazer mal a quem trabalha na lavoura ou a quem se alimenta com os produtos tratados com eles, os agrotóxicos. Até mesmo remédios, que podem servir para uma coisa mas que são prejudiciais para outras. Tive um professor que dizia que um remédio que não faz mal também não faz bem nenhum. Tudo isto está por aí à venda, muitas vezes só para aumentar o lucro e a riqueza dos donos das indústrias. Há também aqueles produtos que são necessários e que temos de ter em casa. Nestes casos, é preciso ter o maior cuidado para manter bem guardados os venenos e as substâncias tóxicas, que a gente tem em casa. Do mesmo modo é com os remédios. Devem ser guardados no alto, onde as crianças não possam alcançar. Se alguém vier a engolir algum dos venenos ou substâncias tóxicas, é preciso saber o que foi que engoliu, para tomar as providências. Em geral, o melhor é botar para vomitar, dando água morna com um pouco de sal e depois dar bem líquido, como chá e água de côco. Entretanto, se se tratar de querosene ou água sanitária, não se deve botar para vomitar, porque pode prejudicar mais. Deve-se, neste caso, dar bastante água filtrada. De qualquer maneira, logo a pessoa deverá ser levada a um posto para ser examinada, tendo-se o cuidado de levar junto a caixa ou vidro do veneno ou remédio que a pessoa engoliu, a fim de facilitar o trabalho do médico que atender. Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: dona ivone lara e nilze carvalho - acreditar
adoniran barbosa – samba do arnesto
ivan lins – desesperar, jamais
marcos sacramento - cansei
altamiro carrilho – chorinho didático nº 6
Quando eu era criança, ouvia rádio através do serviço de alto-falantes que havia na praça de minha terra. Naquele tempo não existiam computadores, internets, televisão, CDs, nem mesmo gravadores em fitas. Só discos de vinil, aqueles bolachões, que somente os mais abonados podiam ter, mesmo porque os toca-discos, as velhas vitrolas, só os que tinham dinheiro podiam comprar. Mesmo os rádios, estes eram a válvulas, daqueles que só podiam ser ligados nas tomadas das casas, porque rádio a pilhas também não existiam. Como vocês vêem, era um tempo em que a gente tinha que curtir o luar, as noites estreladas, as cadeiras e as esteiras nas calçadas, os passeios em volta da praça, as brincadeiras de esconde-esconde ou de boca-de-forno, cirandas ou mesmo ouvir e contar estórias, geralmente de assombração, que tanto nos excitavam a imaginação de crianças… Era nessa época que eu só podia escutar rádio através dos alto-falantes da praça, que retransmitiam as emissões radiofônicas em ondas curtas. Assim, eu escutei músicas que me encantavam e escutei também curiosas vinhetas de propaganda, como uma que dizia assim:
“Pílulas de Vida do Dr. Ross
Fazem bem ao fígado de todos nós”, ao que a molecada deturpava em uma paródia que cantavam assim:
“Pílula de vida do dr bode
Entra pela boca e sai por onde pode”.
Gozações e molecagem à parte, a propaganda terminava dizendo, numa voz grave de locutor bem treinado: “Pílulas de Vida do Dr Ross, pequeninas, mas resolvem!…
Pois bem, o escritor, cineasta e jornalista Arnaldo Jabor, deixou publicado um texto pequeno, que me lembrou a tal propaganda da minha infância, pequenino, mas resolve! O texto se chama Paciência. E, como eu disse, é da autoria de Arnaldo Jabor: Leia mais…
Músicas tocadas neste programa: moreira da silva – amigo urso
maria bethânia e chico buarque – sinal fechado
antonio carlos e jocafi – você abusou
hebe camargo – naquela mesa
mpb4 – amigo é pra essas coisas
nora ney – ninguém me ama
grupo vou vivendo – noites cariocas
Tudo o que se faz entre duas ou mais pessoas deve decorrer dentro de um contrato. Dito assim, parece um exagero, mas prestem atenção: Na escola, espera-se que o professor dê as instruções, mas também se espera que o aluno preste atenção e apreenda o que lhe foi ensinado. Isto é um contrato. Na feira, espera-se que o comprador pague pelo que vai levar, mas também se espera que o feirante lhe forneça a mercadoria em boas condições. Isto é um contrato.Quando se vai consultar um médico, espera-se que o médico tenha um conhecimento satisfatório do que está fazendo ou que tenha a honestidade para reorientar o paciente para outro médico, caso não se sinta habilitado a tratá-lo. Mas, por outro lado, espera-se que o paciente remunere o médico pelo atendimento. Ou o paciente ou quem quer que seja responsável por ele, como por exemplo o poder público, cumpra este outro lado do contrato. Porque isto também é um contrato. São contratos chamados de tácitos, porque necessariamente não precisam ser escritos e assinados por ambas as partes para que sejam cumpridos. A palavra tácito significa silencioso, que não é preciso falar a respeito ou explicar. Assim também acontece com todas as relações humanas, o que significa que cada um de nós desempenha papéis diferentes durante o dia e durante a vida. São os papéis sociais, como o papel de pai, papel de filho, papel de vendedor, papel de comprador, de pastor e de crente, e assim por diante. Leia mais…
Sobre Jorge Rocha
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.