quando o medo de arriscar imobiliza
e deixa tudo como está,

quando o pragmatismo excessivo
sacrifica o homem pelo cumprimento da lei,

quando o preconceito discrimina,
absolutizando o relativo
(ou relativizando o absoluto),

quando a certeza de saber
coíbe arrogantemente novas perguntas,

quando a hipocrisia é tomada como moral
e o conluio como ética,

quando em nome do amor
se maltrata e se mata,

quando,  perseguindo o ter,
aniquila-se o ser…

(afinal, quem são os loucos?)