As amizades podem ser representadas graficamente como uma imagem estelar, cujas pontas são desiguais, e muito desiguais. Em certos momentos da vida, temos a impressão de que as amizades são algo uníssono, niveladas, iguais, eqüidistantes do núcleo daquele gráfico estelar, cujo centro representa o sujeito da amizade e cujas pontas representam seus objetos. Então, promovemos um encontro e convidamos todos os amigos do nosso círculo, uma festa povoada, animada, mas superficial, em que caberia seguramente qualquer pessoa, conhecida ou desconhecida, que tivesse um mínimo ponto de contato com mais alguém ali presente. Não é preciso que haja uma espécie de mmc que interligue e aglutine a totalidade dos presentes. Ao final, entretanto, a frustração daquele suposto, desejável, mas inexistente mmc, que interligasse e aglutinasse a totalidade dos presentes, será maior do que a satisfação do encontro. De fato, o encontro não terá ocorrido, senão em caráter superficial e fragmentário. Isto provavelmente porque os amigos convidados para o encontro não seriam pontas eqüidistantes, da estrela gráfica, umas das outras e mesmo do sujeito nuclear que teria promovido o encontro. É o tipo do evento que em si não favorece a comunicação dos mundos interiores, comunicação esta que caracteriza, possibilita e alimenta as amizades.
Leia mais…