Sáb 12 Jun 2010
quando o medo de arriscar imobiliza
e deixa tudo como está,
quando o pragmatismo excessivo
sacrifica o homem pelo cumprimento da lei,
quando o preconceito discrimina,
absolutizando o relativo
(ou relativizando o absoluto),
quando a certeza de saber
coíbe arrogantemente novas perguntas,
quando a hipocrisia é tomada como moral
e o conluio como ética,
quando em nome do amor
se maltrata e se mata,
quando, perseguindo o ter,
aniquila-se o ser…
(afinal, quem são os loucos?)
Jorge Rocha, sexagenário, confia, como Demócrito, que tudo no universo é fruto da necessidade e do acaso. Cultua a filosofia do cotidiano, às vezes verseja e ocasionalmente é psiquiatra, para sobreviver.